COMODORO - DEZEMBRO 2009

SESSÃO DO COMODORO - DEZEMBRO DE 2009

CLÁSSICO DO CINEMA POLÍTICO ITALIANO EM SETEMBRO, NO CINESESC



 Na quarta-feira, dia 02 de dezembro, a Sessão do Comodoro exibirá o aguardado CONFISSÕES DE UM COMISSÁRIO DE POLÍCIA AO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA, de Damiano Damiani, legendado em português graças a colaboração de Leopoldo Tauffenbach.
 A sessão começa as 21.30, no CineSesc, e as senhas gratuitas estarão disponíveis a partir das 21.00 horas na bilheteria do cinema.


 
CONFISSÕES DE UM COMISSÁRIO DE POLÍCIA AO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA
Confessione di un commissario di polizia al procuratore della repubblica (1971)
ITÁLIA, 101 minutos, colorido
Falado em italiano, com legendas em português
Diretor: Damiano Damiani
Roteiro: Fulvio Gicca Palli e Salvatore Laurani e Damiano Damiani
Música Original: Riz Ortolani
Fotografia: Claudio Ragona
Montagem: Antonio Siciliano    
Direção de Arte: Umberto Turco         
ELENCO: Franco Nero, Martin Balsam, Marilù Tolo, Claudio Gora, Luciano Catenacci e Ferdinando Lomunno.
PREMIADO COMO MELHOR FILME NO FESTIVAL DE MOSCOU DE 1971.



SINOPSE
 Comissário de Polícia investiga crimes envolvendo empreiteiras do ramo imobiliário, proprietários de terras, a Máfia e suborno em órgãos do governo. Ao aprofundar a investigação, acaba batendo de frente com um ortodoxo procurador da República. Dois homens, eticamente irretocáveis, cujas diferenças e estratégias vão ser maquiavelicamente manipuladas pelo baixo e alto escalão do poder invisível.



COMENTÁRIOS
 Um dos grandes filmes políticos da década de 70. Uma autêntica aula de mise-en-scene e síntese. Damiani é o mestre dos finais desconcertantes. Damiani não busca o impacto fácil, como certos diretores "da moda" atuais. É quase impossível sair de seus filmes indiferente ou confortável.

TRILHA SONORA DE RIZ ORTOLANI
- agradecimentos a Daniel Salomão Roque -
http://olhossemroupa.wordpress.com

TODAS AS MÚSICAS DO CD
http://confessione.4shared.com


FAIXAS PRINCIPAIS
http://www.4shared.com/file/160781370/dd3f8956/01_-_confessione_di_un_commiss.html
http://www.4shared.com/get/160806588/c00a0b4/03_-_il_ricordo_di_serena.html


Parece filme de Damiani

ANDRÉ MAURO MANDOU AVISAR

ECOANDO CELSO LUNGARETTI
 
 César Benjamin merece respeito por sua militância na resistência à ditadura de 1964/85.
 Não estou suficientemente informado sobre a trajetória posterior, sua atuação no PT e no PSOL, parecendo-me, à distância, um quadro político capaz de abir mão de situações vantajosas em nome de suas convicções, o que é raro.
 No entanto, derrapou melancolicamente ao escrever o que deveria ser uma análise do filme Lula, o filho do Brasil para a Folha de S. Paulo (Os Filhos do Brasil).
 Acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lhe haver revelado que tentou currar um preso jovem, durante o mês que passou preso no Dops em 1980.
 Primeiramente, Benjamin já deveria saber que algo tão grave não pode ser trombeteado com respaldo tão frágil.
 Não procurou a suposta vítima, nem sequer trouxe o endosso dos três brasileiros que, segundo ele, teriam escutado a conversa (afora um estadunidense que não entendia nosso idioma). Ficou na base do "ele disse, eu ouvi".
 Sendo, como é, adversário político do Lula, estava obrigado a apresentar testemunhos para coonestar seu relato. Unicamente com os elementos contidos no texto, qualquer tribunal o condenaria como caluniador.
 Também não vi pertinência. Por que exumar algo tão longínquo, se não presenciou o episódio, não conta com o aval da (repito) suposta vítima, nem tem certeza de que realmente ocorreu e de que se passou dessa maneira?
 Sempre fui avesso à promiscuidade com o poder. Procuro manter, em relação aos poderosos, o que outrora chamávamos de distanciamento crítico.
 No entanto, Lula não é nenhum Berlusconi. Pode ser criticado como qualquer ator político, mas sem golpes baixos.
 O fato é que essa afirmação sem comprovação será difundida exaustivamente na internet e na imprensa, produzindo um estrago na imagem de Lula que poderá ser injusto.
 Ou seja, mesmo que nada se prove e ninguém corrobore, ainda assim muitos cidadãos concluirão que a verdade estará sendo acobertada.
 Quem já sofreu tantas acusações levianas da extrema-direita, como Benjamin, deveria ser o primeiro a não incidir na mesma prática. - CELSO LUNGARETTI



Escrito por Carlos Reichenbach às 16h34
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   Confissões (Especial) e + Dicas Socializadas

CONFISSÕES DE UM CINÉFILO TÍMIDO (E ÚMIDO) HORS CONCOURS
- Porque a idade me permite perder a vergonha -

 Cartaz Apócrifo.

SEXO & VIDA (Henrique Meyer - 1959)
 Vi esse "clássico" num cinema da rua Conselheiro Nébias, atraido por um cartaz tosco mas com uma mulher exuberante seminua desenhada por algum cover de Carlos Zéfiro. O filme, que foi liberado e imediatamente interditado pela Censura Federal, foi um dos primeiros documentários de "utilidade pública" produzidos no país. Além de "ensinar" a moçada a arte do prazer, apresentava detalhes acurados das genitálias masculinas e femininas. Lá pelas tantas, quando a rapaziada estava vivamente entusiasmada com as formas generosas das moças desinibidas do documentário: corte sêco para o close de um pênis em estado de repouco. A mão enluvada de branco de um médico entrava em cena, levantava, apertava e apresentava a cabeça do marçapo para a lente, e empurrando o prepúcio para trás, fazia escorrer o pús gonorréico do orifício infeccionado. Na sequência, a mão enluvada introduzia um bastão dourado incandescente no orifício do pênis. Juro que ouvi gente gritando na platéia.
 Venhamos e convenhamos, é muito difícil esquecer uma cena destas. Grito como aquele eu só ouvi no cine Iguatemi, anos e anos depois, no final de CARRIE, A ESTRANHA.
 40 e tantos anos depois descubro que foi meu amigo Rubens Regino quem produziu o filme e ganhou uma fortuna viajando com as quatro latas de seiscentos metros - debaixo do braço - pelo Brasil afora, exibindo as duas únicas cópias em 35 milímetros existentes, em sessões especiais só para homens, às onze horas da noite. Os suecos e dinamarqueses ficaram famosos por seus "documentários pedagógicos". Aqui no Brasil, SEXO & VIDA me parece um dos casos únicos e pioneiros. Um autêntico filme de "vanguarda", que mereceria ser urgentemente restaurado. Regino contou para mim e Eugênio Puppo que seria impossível recuparar o filme, já que os seus negativos desapareceram, assim que o filme foi interditado para "todo território nacional".



CINEMATECA NA REDE

 Não Toque no Machado

Tetro (Francis Ford Coppola - 2009) + Legendas em Português [DVDRip]
http://cinemaxdownload.wordpress.com/2009/11/17/tetro-2009-dvdrip/

Não Toque no Machado AKA Ne touchez pas la hache (Jacques Rivette - 2007) + Legendas em Português em Pasta [DVD-Rip]
http://cine-anarquia.blogspot.com/2009/10/nao-toque-no-machado-ne-touchez-pas-la.html

A Mulher das Dunas AKA Suna no Onna (Hiroshi Teshigahara - 1964) + Legendas em Português [DVDRip]
http://webcineblog.blogspot.com/2009/11/mulher-das-dunas-suna-no-onna-1964.html

O Pecado Mora ao Lado AKA The Seven Year Itch (Billy Wilder - 1955) + Legendas em Português [DVDRip]
http://webcineblog.blogspot.com/2009/11/o-pecado-mora-ao-lado-seven-year-itch.html

Maniac Cop - Sem Cortes (William Lustig - 1988) + Legendas em Português [DVDRip]
http://cinemaemtorrent.blogspot.com/2009/11/maniac-cop-maniac-cop-1988-dvdrip-sem.html
 Quem baixar MANIAC COP deve trocar a legenda inclusa na pasta do blog CINEMA EM TORRENT, por esta:
http://www.4shared.com/file/160524774/edfdac0b/ManiacCop1988UncutDVDRipXviD69.html

Os Olhos Sem Rosto AKA Les Yeux sans visage (Georges Franju - 1960) + Legendas em Português em SRT [DVDRip]
http://filmescomlegenda.blogspot.com/2009/07/os-olhos-sem-rosto-les-yeux-sans.html

Lâmina Assassina AKA The Strange Vice of Mrs. Wardh (Sergio Martino - 1971) + Legendas em Português [DVDRip]
http://filmescomlegenda.blogspot.com/2009/11/lamina-assassina-strange-vice-of-mrs.html



Escrito por Carlos Reichenbach às 15h27
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   Nostalgia.

DO FUNDO DO BAÚ
- Especial para Daniel Caetano -



Sonia Delfino - "É Você"
http://www.4shared.com/file/157634647/aec7a636/Sonia_Delfino_-__Voc.html
 Sonia Delfino surgiu no início dos anos 60 com o firme propósito (da gravadora) de ser a resposta carioca para Cely Campello. A faixa foi ripada de um LP antigo e os chiados justificam o contexto: vida longa à Brotolândia. Uma delícia!
 "Iniciou sua carreira profissional aos 13 anos de idade, no "Clube do Guri", programa transmitido na época pela Rádio Tupi, no qual várias crianças mostravam suas habilidades.
 Em 1960, recebeu das mãos do Governador Carlos Lacerda o prêmio de Cantora Revelação. Nesse ano, lançou seu primeiro disco, "Sônia Delfino canta para a mocidade", obtendo sucesso com as faixas "Diga que me ama", "Bolinha de sabão" e "O barquinho" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli).
 Em seguida,foi convidada para apresentar, ao lado de Sérgio Murilo, o "Alô Brotos" (TV Tupi), programa destinado à juventude, dirigido por Carlos Alberto Santos. Transmitido às quintas-feiras, às 19h45, antes do "Repórter Esso", o programa foi líder de audiência do horário.
 Alguns anos mais tarde, casou-se com um diplomata brasileiro, fixando residência no exterior e afastando-se da vida artística.
 Em 1983, voltou para o Brasil e retomou sua carreira, apresentando-se em casas noturnas, como Rio Jazz Club, Au Bar, Vinícius Bar e Mistura Fina, no Rio de Janeiro, e Tobaco Road, em Miami."

http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Sonia+Delfino&tabela=T_FORM_A&qdetalhe=art


CONFISSÕES DE UM CINÉFILO TÍMIDO (E ÚMIDO)
- Porque a idade me permite perder a vergonha -

 A Fúria de uma Região Perdida. Lembranças paternas.

1. ZORBA, O GREGO (Mihalis Kakogiannis - 1964)
 Sim, eu sai do cine Marrocos dançando, imitando Quinn e Bates; mas nunca contei para nenhum dos meus amigos militantes, que torceram o nariz e acharam o filme conformista e reacionário.

 A bela Elaine e o tributo a Onan.

2.AS AVENTURAS DE HAJJI BABA (Don Weis - 1954)

 Vi numa reprise no cine Cruzeiro, na Vila Mariana. Tinha treze anos, fiquei enebriado (?) e em casa, à noite, dediquei uma vigorosa solitária para Elaine Stewart. Não foi a primeira, nem a última.

3. A CHINESA (Jean-Luc Godard - 1967)
 Achava Godard o maior de todos, mas dormi nas duas primeiras vezes que tentei ver o filme no cinema. Depois, claro, fui revê-lo na primeira sessão da tarde do terceiro dia e voltei na semana seguinte (para meu deleite).

4. FÚRIA DE UMA REGIÃO PERDIDA (Nathan Juran - 1957)
 O último filme que vi com meu pai (no extinto cine Broadway, da Avenida São João). Meu pai morreu em 1960, um dia antes de eu completar 13 anos. O filme, que nem é lá grande coisa, nunca me saiu da cabeça.

5. ESTA MULHER É PROIBIDA (Sidney Pollack - 1966)
 Eu e João Callegaro quase fomos expulsos do cine Astor quando começamos a bater palmas após o antológico plano final de helicóptero, que começa com um close de Natalie Wood na janela de um trem (em movimento, sobre uma ponte) e termina com um geral de São Francisco.

6. 2001, UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (Stanley Kubrick - 1968)
 Por sugestão de um amigo fui ver o filme no cine Majestic, sob o efeito de um certo chá de flores brancas e caule longo. Na saída me perdi ao longo da rua Augusta e fui chamar o Hugo em frente ao Bar do Estadão. Naquele dia, pela primeira vez na vida, não consegui encarar o famoso sanduiche de pernil.

- prossegue -


EDUARDO VALENTE MANDOU AVISAR



 Amigos e amigas
 esta é a SEMANA DO CINEMA NACIONAL, o que significa que entre 20 e 26 de novembro, na quase totalidade dos cinemas que exibem filmes brasileiros, o ingresso inteiro vai custar apenas 6 reais.
 Tanto pra quem não viu quanto pra quem pensava em rever NO MEU LUGAR (mas não só ele), essa é a hora.


PARA O LEITOR QUE PEDIU MÚSICAS DE FALSA LOURA

 Faz dias que essa droga de SPEEDY vem me deixando louco com suas quedas constantes de estabilidade. OK, não há limite de download, mas os filmes levam o triplo de tempo para serem baixados. Com a questão do upload a coisa piora. Fiquei um dia inteiro tentando socializar uma música do Moreira da Silva, composta pelo Zé Trindade, e não consegui. Estou há dias querendo colocar a minha cópia (ótima) de A ALCOVA (de Joe D´Amato), com legendas em português, no MININOVA - em homenagem ao Aílton Monteiro - e não consigo. A Sonia Delfino eu consegui "socializar" porque o arquivo é pequeno. Tinha separado três composições de Nelson Ayres para FALSA LOURA, incluindo a música do passeio de Rosanne Mulholland e Maurício Mattar pelo haras (solicitada por outro leitor), mas estou sofrendo para disponibilizá-las no 4SHARE.

 Até esta postagem aqui no UOL está dando um trabalho danado com as "sumidas" malucas do sinal Speedy. Haja paciência!



Escrito por Carlos Reichenbach às 03h32
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